Em 2004 a Associação Brasileira de Fitoterapia/ABFIT, na época ainda denominada Instituto Brasileiro de Plantas Medicinais/IBPM, realizou em parceria com a Associação Argentina de Fitomedicina/AAF, o Congresso Iberoamericano de Plantas Medicinais, em Angra dos Reis no Estado do Rio de Janeiro. O evento recebeu profissionais de diversos países, inclusive da Espanha, com destaque para o Dr Bernat Vanaclocha, que na época lançou a idéia da criação de uma federação Iberoamericana, amadurecida no Congresso Iberoamericano do México em 2006 e que viria realmente acontecer em Sevilha na Espanha, em 2007, com a fundação do Conselho Iberoamericano de Fitoterapia/CIAF.
O CIAF foi inicialmente composto na sua fundação pelas Associações Espanhola, Argentina, Mexicana, Chilena, Portuguesa e Brasileira, sendo posteriormente incorporada a Associação Peruana de Fitoterapia, e tendo como objetivo integrar e desenvolver a fitoterapia na Iberoamérica.
Acordou-se que o Congresso do México em 2006 foi o primeiro, o de Portugal em 2009 o segundo, e o terceiro em 2012 volta a ser no Brasil, novamente organizado pela ABFIT, no país onde primeiro aconteceu a integração Iberoamericana na área de fitoterapia.
A escolha de Foz do Iguaçu (Usina de Itaipu – Cine Teatro dos Barrageiros, Av. Presidente Tancredo Neves, 6.731) para sede do evento deveu-se a dois fatores principais, a localização estratégica junto a diversos países da América do Sul, e o apoio do Programa de Plantas Medicinais da Itaipu Binacional, um dos mais importantes e bem sucedidos programas de implementação de fitoterápicos e fitoterapia do Brasil, alem do grande apelo turístico da região, graças a suas belezas naturais, onde se destacam as mundialmente famosas Cataratas do Iguaçu.
O III CIAF acontecerá num momento importante, tanto no Brasil como no mundo, quando se consolidam políticas publicas e esforços de profissionais e empresas no desenvolvimento de fitoterápicos e na implementação da fitoterapia como opção terapêutica em saúde pública, especialmente em países latino-americanos, detentores de vasta biodiversidade e escassa capacidade de explorá-la.
Acreditamos que a troca de experiências entre os representantes dos diversos países presentes ao evento propiciará, em todos os níveis, alternativas e soluções para problemas que afetam a todos, considerando as características comuns relacionadas aos biomas, às condições sócio-econômicas e tecnológicas na Iberoamérica.
A programação procurará abranger toda a cadeia produtiva de fitoterápicos, com destaque para a produção de extratos, para a harmonização da legislação na esfera do Mercosul e da Iberoamérica, bem como a atuação profissional em fitoterapia e sua inserção em saúde pública.
Roberto Boohrem
Presidente do III Congresso Iberoamericano de Fitoterapia